"E me mantive quieta e muda."

Respostas e meias


Estamos em ano eleitoral, as chapas estão formadas e então aquela velha rotina começa.
Um dos acontecimentos mais comuns em tempo de eleição é a inauguração de construções de grande porte. Bom, isso é tão comum quanto café matinal. As obras são feitas e só então são inauguradas nesse período. Há quem reclame, mas não vejo por que. Já mencionei, isso é muito comum e cabe a todos não levar em consideração as datas das inaugurações e sim as obras e seus respectivos funcionamentos.
Pois bem, no dia 02/07 (sexta-feira) me encontrava no cursinho pré-universitário na cidade de Lagarto/Se que fica a mais ou menos uma hora da minha cidade, Poço Verde. Era aula de Física quando o coordenador do curso entrou na sala para avisar que o governador Marcelo Déda estava na cidade para inaugurar o Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro e que seria importante a presença dos alunos do pré-uni. já que o mesmo hospital servirá, também, aos universitários do campus da saúde. Na solenidade encontravam-se vários políticos, grandes nomes da cidade e muitos jornalistas, sem contar a população que compareceu em peso para presenciar este fato histórico em Lagarto.
Todos os alunos foram, visitamos o hospital, que aliás é impecável.

O falatório começa. Falou o representante da igreja católica (não me recordo o nome), secretária estadual de saúde (Mônica Sampaio), prefeito de Lagarto (Valmir Monteiro), entre outros. Mas eu estava ansiosa para ouvir o governador, pra falar a verdade eu não via a hora de poder ouví-lo. Sem mais, ele começou. Falou muito, todo sergipano sabe que o  governador do estado é bom de conversa. Mas uma parte do discuso me chamou atenção: "De 17 leitos de UTI o Estado passou a ter 90 leitos (...); estamos ianugurando hospitais nunca visto no estado (...)". Quando Déda mencionou isso fiquei impaciente. Pois na minha cidade o hospital está em reforma e o temporário não atende como deveria, aliás não tem nem médicos pra atender na emergência. A minha vontade de ir falar com o governador sobre isso era tão grande que deixei a vergonha de lado e sem pestanejar fui ao encontro dele. Primeiro perguntei se poderia fazê-lo uma pergunta. Obtive êxito e comecei: "Olha, eu sou de Poço Verde e lá não tem médico no hospital. A pessoa que passar mal deve ir até Simão Dias para ser atendido devidamente. Por quê?" Ele me respondeu numa boa dizendo que os médicos ao passar nos concursos não querem ir para tão longe. Eu indaguei: "Qual a solução para o problema?" Déda disse que era o que estava fazendo naquele dia, o hospital regional e o início das obras do campus universitário da saúde em Lagarto. Para assim formar médicos do interior para atender toda a demanda. Falou também que no estado a falta de médicos está sendo grande até para hospitais particulares, enfim.. Agradeci por ser respondida e saí dali com mais dúvidas ainda.

Como pode? O campus universitário da saúde teve a assinutura do governador para começar as obras naquele mesmo dia, imagina ter que esperar os universitários se formarem para recolver o problema! Compreendi que os médicos não querem trabalhar no interior, até porque Poço Verde é um pouco longe da capital sergipana. Mas o governador não me deu uma resposta convicente nesse aspecto. Queremos soluções imediatas e eficazes.

Um comentário:

Lourinaldo disse...

Gostaria de agradecer primeiro ao Governador do Estado por ter provocado essa menina mulher de tão belas elocuções e que estava hibernando.É minha amiga gengibre, vai morrer um bocado de gente até o pessoal se formar...Já reparou que nem o Governador Marcelo Deda (vulgo denominado Pavão)gosta de vir ao nosso querido Poço verde?
Um abraço