"E me mantive quieta e muda."

Todos estão surdos?




É isso mesmo?
As pessoas não ouvem ou simplesmente finjem não ouvir?
Será que todos estão surdos?

É tempo de fúria. É tempo de questionamentos. De revolta e incompreensão.
A gente vive uma vida mesquinha mesmo, sem ter pra onde correr, e cada folha que se move é inútil. Cada semente plantada corre o risco de não germinar. Ficamos a mercê da puta merda dos "grandes", e se nada for feito desistimos mesmo. Esperança não retrocede, ela firma na ideia caule de que "ah, já tentei uma vez..."
"Não roubarás; Devolva o lápis do coleguinha; Esse apontador não é seu, minha filha. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar." Vou lembrando das palavras mais sinceras e fieis que já li da Elisa Lucinda. Esperando por um pouco de glória de que a vida vai melhorar, que as pessoas irão melhorar. Ah, parece que não vão. As crianças já estão descendo até embaixo cantando: "relaxa na bica; coloca a mãozinha no chão e joga o bumbum pro alto." Seus pais aplaudindo, dizendo: "olha como tá sabidinha." Não demora, logo será mãe ou pai. A música entra na cabeça e faz um estrago terrível, elas irão foder o mais depressa possível. E a vida é cíclica, sempre volta pro mesmo ponto que começou.

E ainda da Lucinda: "Minha esperança é imortal. E eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser vai dar pra mudar o final."

Quanta bobagem, o que mais sobra aqui é esperança.

Um comentário:

Lourinaldo disse...

Tõ lembrando da minha amiga Iranilde, quando não cansava de repetir para os alunos..."vocês só querem o pires...". É o mundo do consumismo, do oba,oba, do ter...precisamos aprender a ruminar...