"E me mantive quieta e muda."

"Tem algo mais dentro de mim e não sou eu"


Olhar fitado em nada. Pensamentos tão distantes quanto o que se restreia. Nada na cabeça ou tudo. 
Dias em que se fazem perguntas, dentro e fora. Se nos permitiram perguntar, nos permitem respostas. Tudo assim, fácil, óbvio. Se me surpreenderam com a vida, agora eu quero saber: por que? Depois de um tempo as coisas passaram a ser mais difíceis do que se imaginava.
Minha vida sem mim. 
Algo de muito estranho acontece quando a gente cresce, e não é nada comparado a quando se é criança e todas as descobertas que envolvem essa fase. Trata-se de uma estranheza absurda, sem sentido, nexo ou sei lá mais o quê. Parece que você nunca vai saber da verdade. Da real história. Do princípio. Meio. Fim. As peças não se encaixam, ninguém se completa. 
Talvez eu não consiga explicar, mas é que "tem algo mais dentro de mim e não sou eu. Isso eu já sei."

2 comentários:

Marcel Hartmann disse...

eu fiquei um pouco pasmo após ler e pensar que a gente só pode fazer perguntas porque podemos encontrar respostas.

Lourinaldo disse...

É isso aí Franci! Bem-vinda ao mundo dos adultos e boa sorte.
Algumas pessoas não acreditam, mas eu não sou daqui...eu vim de Marte e às vezes eu não suporto ficar por aqui...e aí eu fujo.
Infelizmente o dualismo impera por aqui...