"E me mantive quieta e muda."

O sonho alheio


Impossível não se apaixonar pelos sonhos de outrém. Impossível também é não passar a sonhar a realização do sonho do outro.
É assim mesmo, meio bagunçado e lúdico, mas verdadeiro.
Hoje, 15 de Abril de 2011 será uma data nunca esquecida para Ivan Ribeiro, natural da Bahia e Poçoverdense por opção. Não somente dele, mas de todos que estavam presente e que se emocionaram a cada palavra, gesto e sorriso ali presenteados. Este dia significa, simples na palavra e complexo nos sentimentos, O LANÇAMENTO do tão SONHADO, PENSADO, RABISCADO, ESCRITO,
ELABORADO, REVISTO, RELIDO, RECOMPOSTO, CORRIGIDO livro 'PALAVRAS DE UM JOVEM POETA'. No intervalo de vinte e quatro horas do dia em questão várias pessoas estavam na correria, no "avexamento" dos segundos para que tudo exatamente as 19:30h estivesse pronto. Uns, quiçá, de juízo quente com tanta coisa: publicidade, convidados, recepção... Mas olha, vou subir no tamborete e falar pra todo mundo ouvir: DEU TUDO CERTO! MAIS QUE CERTO, FOI TUDO MUITO EMOCIONANTE. Melhor, VOCÊS CONSEGUIRAM! Eu posso representar alguns em comuns e dizer o quanto esse sonho de Ivan valeu, mais ainda na realização, porque durante o evento observei entre o público o entusiasmo, emoção, sensibilidade e FELICIDADE (em caps lock pra deixar claro que era bastante). Eu, por exemplo, viajei em outros planetas, me senti em território nunca explorado, e em mim habitei a devanear. Me arrepiei com alguns poemas declamados pelo autor, chorei com a sua emoção e sorri, sorri feito menina boba que acabara de ganhar um doce de sobremesa numa segunda. Esse é o poder da arte agregada a sensibilidade humana.

Não bastasse as palavras bem pensadas e declamadas, a música se fez presente de maneira tão dessemelhante que todos cantavam, e se olhavam uns aos outros como quem diziam: eu quero isso em demasia. Ivan acertou em cheio, convidou artistas da terra e foi mais encantador que o comum. Acertou tanto que algumas pessoas sairam dali com um turbilhão de ideias, digo isto porque sou uma delas. Saí de lá ofegante, com o coração cheio de esperanças. E eu estava precisando abastecer mesmo. Eu e a maioria que acompanharam esse evento.

A minha maior alegria é que tudo isso foi fabricado aqui, em terras de Santa Cruz, nossa querida Poço Verde. Mas que infelizmente carece de apoio e incentivo cultural. Com dificuldades ou não, a gente não desiste.

Me despeço com o Mário Quintana sussurrando no meu ouvido: ei, "sonhar é acordar-se para dentro".


P.S.: Mesmo em overdose não deixei de perceber a lua linda que estava nos assistindo.

3 comentários:

Lourinaldo disse...

Oi Franci, vc definiu muito bem o que foi aquele momento, mas sabemos que para alguns, ele se multiplicou em diversidades de opções, sonhos, possibilidades, apesar de...
Mario Quintana diria...
"Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas..."

Anônimo disse...

Um dos seus melhores textos Franci. Continuo orgulhoso e que pena n fui seu professor de Redação ou Português!
Jorge Leal

Srta. Plácido disse...

São momentos coms estes que nso afzem acreditar no MAIS, na possibilidade, ou mais que isso, nas PROBABILIDADES vontadade de ir além.

Contagiou-me e me atiçou inveja também, confesso, rs!

Lindo post! Parabeniza o moço de bem aí por mim, tá? Baianinho danado... rs!